Mais uma vez: pedagogia de atitude e pedagogia do ideal. O estilo de vida interior, com o tempo, traz por si mesmo o estilo de vida exterior, o estilo de vida de Cristo, principalmente quando é praticado de modo esclarecido. Prestem atenção: quando Jesus fala de obras externas, Ele sempre se contenta com um mínimo. Ele não se empenha tanto por obras externas, mas as exige como expressão da atitude interior. Porém, sempre repetimos: o coração deve ser transformado, assim como vemos na sagrada Eucaristia, a “transubstantiatio” (mudança de substância) toma-se “transmutatio” (transformação). Devemos ser transformados interiormente! (…)
Quando se trata da atitude interior, não se exige um “minimum”, mas um “maximum”. Jesus exige uma atitude interior radical no mais alto grau. Vejam como Jesus disputa com os judeus a respeito do jejum. O Senhor não quer derramar vinho novo em odres velhos (cf. Mc 2,22). Quer algo novo, um homem novo. E este deve ser tão perfeito como o Pai (cf. Mt 5,48). Quão grande e ampla deve ser minha atitude interior? Aqui não se brinca. Aqui não se trata, quem sabe, talvez de grande jejum exterior para que os homens vejam. Quão elevada é a meta: perfeito como o Pai! E porque em Cristo tornamo- nos Cristo, devemos aspirar ao máximo de modo tão radical.
E se examinarem como Jesus vai longe, vão admirar-se como esta atitude interior exige uma ação ética. Assim, numa ocasião, diz que devemos vencer o espírito de Mamon (o deus das riquezas) (cf. Mt 6,24), não só porque este espírito mata o espírito de Cristo, mas também porque o amor às riquezas não vence as preocupações interiores.
Jesus nos pede um máximo também quando se trata da confiança filial. Ele exige atitude interior, totalidade. Fazer exigências! Não parar no meio do caminho! Isto é pedagogia da totalidade. Isto é estilo de vida interior. (…)
Ou, pensem nas exigências que Jesus faz (…) em relação ao amor ao próximo. Se alguém nos bater na face esquerda, oferecer-lhe a direita, ou se alguém pedir para andar alguns quilômetros, devemos caminhar ainda mais alguns (cf. Mt 5,39ss.). Assim, deveis simplesmente amar como Cristo amou. E como Ele amou? Com a entrega de toda a sua vida, mesmo onde colhia ingratidão. Se amardes só aqueles que vos amam, não fazeis mais que os pagãos (cf. Mt 5,46s.). Isto quer dizer: se Cristo vive em nós, devemos mostrar que este Cristo pratica em nós um amor heroico ao próximo (…). E o máximo na mais elevada potência, é cultivar em nós o estilo de vida de Cristo, a forma de vida de Cristo. Isto quer dizer: não só ver Cristo como meta e ideal, não só como fonte de força, mas também fazer com que Cristo se torne também estilo de vida. (…)
Mas nunca devemos esquecer que a lição clássica e concreta para o outro Cristo é a outra Maria. Vemos a Mãe de Deus como aquela que é formada em Cristo e que forma Cristo. Vemos Cristo como Ele tomou forma e figura em sua Mãe.
(Pe. José Kentenich, em: Conferência para as Irmãs de Maria de Schoenstatt, 6 de abril de 1946, o livro Cristo minha vida, p. 46 a 47)
Propósito do dia: Como penitência por meus pecados, ofereço, hoje, a Jesus, a renúncia de algumas horas sem usar as redes sociais.
Add Comment