(…) Que mundo grande e magnífico: Cristo meu estilo de vida! Mas vejamos esse estilo de vida como Cristo o deseja de nós.
O que Cristo exige de suas imagens, de suas cópias, de seus reflexos? Eu poderia dizê-lo com uma só palavra: pedagogia do ideal! E o que é pedagogia do ideal? E, acima de tudo, pedagogia de atitude e não pedagogia de exercícios. Visão do todo, não de cada pequena parte. Aqui as senhoras têm diante de si tudo o que Jesus exige de grande, de todas as grandes e pequenas “figuras de Cristo”. Portanto, acima de tudo, pedagogia de atitude!
Observem como Jesus não se cansa de apontar continuamente para o novo ser interior, para o mais íntimo que podemos vivenciar com o desponsório com Cristo, desponsório da natureza com Deus. Por isso é evidente: Jesus exige de nós a atitude, não em primeiro lugar o exercício externo, a ação externa. Este é nosso estilo de vida. E um estilo de vida interior, um arar a terra espiritual e não ação exterior em primeiro lugar.
Não sei se as senhoras têm ocasião de ler o sermão da montanha (Mt 5). Aí encontrarão um contraste radical: os israelitas sempre se orientaram pela ação, enquanto Jesus sempre se orientou pelo interior, pela atitude. Ele destaca: “Vós proibis o adultério, e eu exijo que nem sequer penseis numa mulher.” Jesus exige atitude. O que Jesus exige? Um estilo de vida interior, uma mudança de atitude. E, se no final, fizerem com que todo o capítulo atue em seu interior, encontrarão, como finalidade e meta desta mudança de atitude, as palavras: “para que sedais filhos de vosso Pai que está no céu” (Mt 5,45).
Devemos revestir-nos de Cristo não só de acordo com o ser, mas também de acordo com o espírito. Deveis perceber, deveis fazer, pensar e sentir interiormente como Cristo pensou e sentiu (Fil 2,5). Tudo procede do coração. Conhecemos o protesto de Jesus contra o farisaísmo. O exterior não significa muito; do coração procedem os adultérios, os homicídios (cf. Mc 7,21 ss.); por isso: pedagogia de atitude! Jesus não aponta em primeiro lugar para as práticas, Ele quer, antes de tudo, a mudança de atitude. De fato, Ele sabe que o ser um com Ele na atitude, deve ser também um ser um com Ele nos atos. Onde a atitude for cultivada, não se mentirá; todos os mandamentos serão fielmente observados. E este o estilo de vida: ser Cristo, apropriar-se total e continuamente da atitude de Cristo. “Hoc sentite in vobis quod in Christo Iesu!” (Fil 2,5) (Tende o mesmo sentimento como corresponde à vida de Cristo Jesus!).
(Pe. José Kentenich, em: Conferência para as Irmãs de Maria de Schoenstatt, 6 de abril de 1946, o livro Cristo minha vida, p. 44 a 46)
Propósito do dia: Corresponderei à entrega de Jesus por mim, rezando uma dezena do Terço, contemplando o 5º mistério doloroso: a morte de Jesus na cruz.
Por: Ir Gislaine Loureço
Assessora do Santuário Morada da Alegria Vitoriosa