Cristo, a grande meta de nossa vida

Cristo, a grande meta de nossa vida

(…) Quero assumir a forma de Cristo. Sabem, afinal, o que isso quer dizer, o que significa Cristo para a educação do mundo, para nosso povo e nossa Pátria, o que significa Cristo para nosso pequeno povo, o povo de nossa Família? A única grande meta da educação à qual todos devemos aspirar! E se falamos assim tão fortemente e sempre repetimos que é a Mãe de Deus, a pequena Maria, então sabemos que Ela é sempre a pequena Maria formada em Cristo, é sempre Cristo como Ele se reflete no espelho de sua Mãe e Esposa, como brilha para nós na Mãe de Deus. Isto nós nunca esquecemos: para nós a Mãe de Deus é sempre a Esposa e a Auxiliar de Cristo.

Quem por si mesmo – quer trabalhe na educação de modo abrangente ou menos abrangente – reflete o que significa: Cristo, a meta de nossa educação, detém-se invo­luntariamente na palavra do Credo: “Et Verbum caro factum est”. E o Verbo se fez carne. Sabem o que isso significa? A segunda Pessoa da divindade assumiu uma natureza humana individual que a Bendita entre as mulheres lhe ofereceu como Esposa e Mãe. Esta natureza se uniu ao “Verbum Divinum”. Deus se tornou carne, tornou-se homem. A Sagrada Escritura destaca isto clara­mente. Não diz: “Et Verbum homo factum est” (E a Palavra se fez homem), mas: “Et Verbum caro factum est”. (A Palavra se fez carne). Portanto, o homem como o vemos diante de nós em sua forma carnal, celebra, na natureza individual que o Homem-Deus assumiu, núpci­as com a Palavra eterna.

Sabem o que tudo isso significa? Partimos sempre do grande pensamento: as coisas criadas são não somente pensamentos encarnados de Deus, mas também desejos de Deus. O que pode ser considerado aqui como ser criado? A natureza humana da Palavra de Deus feita carne. E o pensamento encarnado de Deus? Pela Palavra de Deus feita carne, a natureza humana foi elevada. A natureza humana de Cristo que se tornou divina é a “causa exemplaris” (a causa exemplar, o modelo) para o nosso ser humano como Deus o quer, para a imagem do homem que Deus quer ver encarnada em nós. Ouçamos: “Façamos o homem à sua imagem e semelhança” (cf. Gen 1, 26). A expressão “imagem e semelhança” recebe aqui uma forma muito palpável, de acordo com os sentidos. Como se manifesta a semelhança com Deus? “Et Verbum caro factum est!” A Palavra de Deus feita carne é a imagem de Deus. E a imagem feita semelhante ao Deus eterno, é a imagem que nós devemos encarnar. Não é verdade? Por isso temos uma única meta para nossa educação.

Sim, adaptando-nos à situação atual, podemos dizer: a meta da educação é o homem perfeito. Mas isto ainda não é totalmente certo. A meta é o Cristo perfeito em nós. Por isso temos sempre uma meta sobrenatural.

Aspiramos não simplesmente a uma perfeição da natureza em todos os sentidos, mas primeiro a uma elevação da natureza. Tornar-se Cristo, ser Cristo, como Cristo, ir pelo mundo! E verdade, queremos, como imagens de Cristo, mas de modo misterioso, ir pelo mundo como Cristo. Esta é a grande meta. (…)

Quantos pensamentos vêm ao nosso encontro! Examinemos o que Jesus nos diz deste tornar-se Cristo. Vejamos a maravilhosa parábola: Ele é a videira e nós, os ramos (cf. Jo, 15,1-17). Devemos constituir uma misteriosa união a dois com Cristo. Como o ramo está numa união íntima com a videira, assim devemos ir pela vida afora numa profunda união a dois com Cristo, para se tornarem reais as palavras do Apóstolo: cabeça e membros (cf. ICor 10,14-17; 12,12-31; Rom 12,4-5). Como a cabeça e os membros constituem uma unidade, assim constituímos com Cristo uma união a dois, de modo a podermos dizer: a meta de nossa educação é: tornar-nos Cristo. Só em Cristo somos, no pleno sentido da palavra, verdadeiramente filhos do Pai. Pois, somente em Cristo o nosso ser filho recebe o enraizamento profundo, a base para o espírito e o sentido filial com imen­sa profundidade, como observamos no Homem-Deus.

Como se apresenta a imagem atual do homem? Se observarem com atenção as atuais imagens do homem – podem ser as mais nobres – verão que nenhuma destas imagens do homem têm esta nobreza, esta dignidade: ser Cristo, tornar-se Cristo!

(Pe. José Kentenich, em: Conferência para as Irmãs de Maria de Schoenstatt, 6 de abril de 1946, o livro Cristo minha vida, p. 40 -43)

Propósito do dia: Com um rosto alegre, serei positivo em meu falar, transformarei os sacrifícios do meu caminho em sinais da esperança para Jesus.