Cristo, a grande força para a vida

Cristo, a grande força para a vida

Mas Cristo não é somente a grande meta da vida; Cristo é também a grande força da vida. Sabemos o grande milagre que deve acontecer em nós até que o velho Adão morra mais e mais, até que sejamos realmente Cristo. Ou, como falamos já tantas vezes: quanto trabalho temos até que dispamos a “Eva e nos revistamos da “Ave”! Quem é esta “Ave”? É sempre a pequena Maria formada em Cristo e que forma Cristo. E onde se situa a fonte de força? Cristo não nos disse: “O grão de trigo deve antes cair na terra e morrer. Caso contrário ele fica sozinho” (Jo 12,24)? Quem é esta semente? E Cristo. Aqui Ele pensa em si mesmo: primeiro devo ser lançado à terra, devo morrer. Mas se a semente morrer, produzirá muito fruto. Onde estão os frutos desta morte do Homem-Deus? Somos nós. São os outros “Cristos” as “figuras de Cristo”. Qual é a raiz, a fonte, do nosso tornar-nos Cristo, do nosso ser Cristo? E o próprio Cristo, o Cristo crucificado, mas também o Cristo transfigurado. Por isso, sob todos os pontos de vista: quem quiser tor­nar-se Cristo deve sempre colocar Cristo no centro de sua vida, de seu amor.

E onde vem ao nosso encontro este Cristo crucificado e transfigurado, que é a raiz, a partir da qual a árvo­re cresce? Principalmente na liturgia e, durante a liturgia, no seu ponto culminante, na sagrada Eucaristia. Por isso não devemos ser apenas “filhos de Cristo” mas devemos tornar-nos “filhos da Eucaristia”, amantes apaixonados da sagrada Eucaristia. Esta é a raiz. Quanto mais forte for a raiz, quanto mais procurarmos a união com Cristo, como ela se apresenta vivamente na liturgia, tanto mais poderemos e deveremos esperar que Cristo realmente assumirá forma e vida em nós.

Que podemos fazer para tornar nossa vida mais eu­carística? Quantas vezes me encontro diante do Tabernáculo? O Tabernáculo é meu lugarzinho predileto? Lem­brando de como o grande educador, Dom Bosco, conse­guiu transformar homens, num tempo que não mais tinha traços eucarísticos, quantas vezes nos deveríamos ajoelhar diante do Tabernáculo? No livro “A Santidade de Todos os Dias’’ encontramos a bela expressão: não fazer muito espetáculo diante do público, mas ajoelhar-se em silenciosa meditação diante do Tabernáculo! Nossa vida deve decorrer diante do Tabernáculo. (…) Cristo é a raiz a partir da qual a árvore cresce. Cristo deve ser, cada dia mais, o centro de minha vida, para que eu me torne Cristo. (…). (Pe. José Kentenich, em: Conferência para as Irmãs de Maria de Schoenstatt, 6 de abril de 1946, o livro Cristo minha vida, p. 43 a 44)

Propósito do dia: Ao fazer a pergunta: “Cristo, o que mais te causa alegria?” farei do plano de Cristo a agenda de minha vida.

Por: Irmã Gislaine Lourenço
Assessora do Santuário Morada da Alegria Vitoriosa